Brilho

Sempre à espera que os seus dias brilhem!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Na companhia do seu hóme!


Eis um programinha de fim de semana que só deve passar na cabeça de uma mulher.

Eu para ele:
- Hoje vamos fazer um final de dia retrô, sim amori?
  Achas chique?

Ele para mim:
- Ui, chiquérrimo! Vamos, vamos.

- Porreiro (digo eu)!
Agarramos nas nossas biclas vintage e vamos por aí fora, por esses campos de alfazema, que proliferam au Portugal.....


                                           Sim, estas bicicletas existem, pessoal do BTT....

- Claro mulher. Depois lançamos mão à cesta de piquenique, eu preparo umas fatias de lombo assado com ameixas e puré de maçã, uma bela vinhaça, atrelo as biques ao carro e está feita metade da festa.


Era aqui sim senhora, que uma mulhéri, com M grande, merecia acabar a sua sexta feira, na companhia de seu hóme!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Portuguese people, they are the best!



Saíram na estação do Rossio, quase às nove horas da manhã, vintos de um pequeno hostel em Cascais.



Ele, alto e loiro, ela, baixa, de cabelos negros.

Trazem mochilas pretas às costas e caminham de mãos dadas.

Decidem ficar mesmo alí pelo Starbucks, a beber uma litrada de café, para arregalar os olhos, ainda escondidos pelos óculos de sol, a apreciar as vistas.

Enquanto se afiambravam a uns belos croissants, decidem que vão abancar por alí.

Eis que ela olha em frente, para um prédio, do outro lado da rua, que acha patusco, pelas janelas enfeitadas com flores.

- Look, so cute!
  We could stay there tonight.


- Good morning!
   We want a room for two. It would be nice, overlooking the avenue.

- Jaime, anda cá que eu não me safo sozinha.

- Sorry for my wife. She is a little bit shy. We have an excellent room. Perfect for a couple, with a romantic view over the city.

- Yes. É mesmo isso. Good room! Go up, go!

- Ó mulher, deixa lá estar que eu amanho-me....

E o Senhor Jaime, alentejano até à medula, alí ficou, com a Alice e o Peter, numa grande prosa, num inglês muito arranhado, sobre as belezas da cidade, sobre as melhores tascolas onde petiscar, a imprescindível visita ao Castelo de São Jorge, a ida ao Cais das Colunas e a esticadela ao Bairro Alto.

- Nice view?
  You have towels for two and the sheets were made just a few minutes ago.


We Portuguese, are simply the best!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Tem que sair à rua


A Dona Manuela, que mora lá para os Anjos, é uma pessoa prendada.

Mulher alta, de porte elegante, cabelos para o grisalho, diz a vizinhança que esteve para ser modelo.

Anda sempre composta, como se a qualquer momento estivesse prestes a ser chamada para uma reunião de direcção, numa grande empresa.

Parece que tem uma designer dentro dela. Tem um sentido estético impressionante e está sempre a arquitectar o que de novo e diferente pode fazer, para redecorar a casa, para dar um ar mais airoso a uma toilete.

Não há quadradinho de tecido que não transforme. Não há nada que não possa ser aproveitado, reutilizado ou transformado.

Numa das visitas que lhe fiz, descobri que tinha acabado de fazer uma manta maravilhosa para o Inverno, de patchwork, com restos de lãs.

Diz que vai passar os serões frios, que por aí espreitam, a ver televisão, com o marido, Manuel, tapadinha com a manta.

- Ó Dona Manuela, um trabalho tão lindo tem que sair à rua para ser mostrado....
   Dava um casacão, ou um poncho lindo!

- Olha que até podes ter razão. Ainda não tinha pensado no assunto.
   Mas filha, acho que ninguém o comprava.

- Deixe-me lá pô-lo à volta dos ombros.





 

  Que lindo!
  Faça-me qualquer coisa daqui, assim para o compridão, e diga-me quanto quer que lhe pague.

- Vou ver o que é que tenho para alí.....

- Obrigada. Passo cá para a semana, pode ser?

- Filha, para ti, as portas estão sempre abertas.



domingo, 26 de agosto de 2012

O maluco do Tobias



Quando saio do carro, com o Tomás pela mão, a mochila dele ao ombro, a minha mala à tiracolo e o saco das compras na outra mão, já se ouvem os latidos do Tobias que, saudoso, se empoleira no parapeito da janela à nossa espera.

O Tomás, grita-lhe lá para cima:

- Tobias, queres vir à rua? Ó tobias....

E pronto. Está o caos instalado. Desaparece da janela e corre frenético pela casa.

Depois encosta-se atrás da porta, a fazer o choradinho, até chegarmos lá acima.

Assim que dou as três habituais voltas à chave, pouso a carga toda ali ao lado, no patamar da escada, e somos os dois atacados pela baba do Tobias.

- Pronto menino, pronto, já cá estamos.

Seguem-se festas, muitas festas. As orelhas e o rabo do Tobias abanam, aceleradamente, de tanta alegria.
Os saltos em altura para os nossos colos repetem-se e o Tomás desiquilibra-se e ri-se.

Enquanto arrumo as coisas e faço uma pequena ronda à casa, o Tobias e o Tomás atrelam-se um ao outro, a brincar, até à hora do banho.

Está connosco há dois anos, faz parte da família e veio para ficar.

Quando o dono chega, a festa repete-se e os ânimos ainda se exaltam mais. Hora da passeata à rua, hora da volta ao quarteirão, do convívio com as potenciais namoradas e cachorrada do bairro.

No outro dia o Tomás sai-se com esta, depois do pai entrar em casa com o Tobias, a arfar:

- Pai, o Tobias já não tem cocó, pois não?

- Não filho, não tem. Só tu é que guardas o cocó na fralda, não é?

O Tomás, envergonhado, sorriu e fugiu para o quarto.

Os serões, esses, são passados no sofá, a quatro, com muito pelo à mistura......ou melhor, a cinco, que a minha pança já carrega um novo membro, a Maria, que convive com o Tobias há mais de seis meses.
É uma casa feliz!

                             

   

                               Obrigada à ImageEvent pela cedência da imagem e pela colaboração
                               futura com o Somethingaboutdetails, na ilustração de contos sobre a vida, as pessoas
                               e a nossa linda cidade.





quinta-feira, 23 de agosto de 2012

STOP, in the name of love!


Peguei na carrinha velha e, com um grupo de amigos, homens e mulheres, partimos rumo à liberdade.
Não há nada nem ninguém que nos prenda.
Vamos até onde der, paramos quando nos apetecer.....

STOP!

O que é que se passa aqui?
Está a cheirar-me a reunião de surfistas para apanhar umas ondas ou então ao regresso do Flower Power.

O que aqueles anos 60 e 70 devem ter sido. Ulálá!
                                             
Nem uma coisa nem outra.

Simples maluqueira, vontade de imaginar histórias e de imaginar que hoje seria possível saltar, correr num campo cheio de flores, abraçar as nuvens e beijar o ar.

Em dia de labuta não deu - pois está claro - para levar a cabo esta pequena evasão. Então toca de carregar o pescocito com muita alegria, flores e cores.


Haja acessórios passíveis de carregar sonhos.

Bem sei que o primeiro plano era bem mais interessante, mas foi só isto que deu para fazer.

E como agora não convém sair tresloucadamente de casa para um qualquer jardim da cidade, regalo as minhas vistas com umas fotos que fui tirando, aqui e além, e vos mando, qual postal via CTT....


Hi, hi, pequena lembrança de quando ainda se compravam postais para enviar, pelas férias, pelo Natal e aniversários! Era bem fixolas quando se ía à caixa do correio e os ditos cujos estavam lá.
Agora, está bem está. Cartinhas da DGCI e já gozamos.....






terça-feira, 21 de agosto de 2012

Peru no Martim Moniz



Não, não é na qualidade de chef que vos escrevo.....

- Um pequeno desvio ao assunto.....
   Isto de ser chefe, mais do que moda, parece dar charme, ora veja-se....


                                               ...António, é um must! O que eu curto ver-te pelo mundo fora.


Voltando ao que interessa.

Escrevo-vos na qualidade de apreciadora de boa comida.

Então aqui vai.

Agarrem numa notinha de dez euros e dirijam-se ao Martim Moniz, à tascola peruana e peçam uma coisa destas....

   
...Uma Causa Peruana de Atum. Também há de camarão e de polvo. A apresentação não é tão XPTO, mas não fica muito aquém.

É uma delícia.

Não se esqueçam da Empanada de Carne, com molho especial.


Com uma jola a acompanhar, a coisa ronda os sete euros e meio.

Toca de ir a correr, pelo Rossio até ao Chiado, com os trocos que sobram, comer uma bolinha de gelado ao Santini.

Et voilá!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Silly season, work season

Anda ainda alguém a aproveitar a silly season?

Há uns quantos que já voltaram à work season, mas mentalmente ainda andam a banhos....



Pudera!. É um desgaste desencarnar das vacanciones, assim, de um dia para o outro.

Uma pessoa só se lembra do Zezé Camarinha, a veranear o ano inteiro, a comer sardinha assada e a pôr some cream às babes.....

Ó Zezé, ajuda o proletariado!

Mas como a inveja é um sentimento muito feio, a malta deseja umas brutas férias aos amigos, mergulhos em nosso nome, de preferências num escorrega, em alto mar, sim, que isso de iates não está com nada.

A propósito de banhos, e em jeito de fofoca, apanhei uma autêntica lady nas praias do oeste, trajada a rigor.

Fez-me remontar aos tempos em que ainda não era nascida e as famílias in se aperaltavam para ir às praias afamadas, às praias "bem".




Esqueçam lá os micro calções da moda. Isto sim é style.
Papoila - a própria do blog aimpressãodapapoila - tinha mesmo que ser.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Baila para mim/dança comigo....eu sei lá que mais...

Os miúdos estavam entretidos com o Singstar latino, mas nós, os graúdos, já começávamos a ficar um pouco inquietos com a repetição do playback de Mickael Carreira "baila p'ra mim, que eu fico louco, baila p'ra mim, amor, de corpo inteiro....tralálá".

Instala-se à mesa a discussão sobre o segredo do sucesso do nosso Tony e da sua prole.

O Nuno dá o mote:

- Eu não compreendo, a sério, não compreendo. Isto é piroso. É pimba. Tal e qual como o pai. Não deve haver um único homem que goste deles. Só mulherio histérico.

O new look, finalmente!
No outro dia perguntei a uma colega de trabalho porque é que as mulheres gostam tanto do Tony Carreira e ela respondeu-me que ele era confiável, vejam lá, confiável.

Sentado à cabeceira, o Fernando (que é de todos o mais grandalhão e entroncado) diz, incrédulo e na sua voz rouca:

- Tás a brincar Nuno? Tony Carreira? Tenho alí no carro o best of. Vou sempre a ouvir quando faço viagens mais longas. Isto é música romântica. Estive quase a ir ao concerto com a minha mãe. Ora ouçam lá...

"Depois de ti mais nada, nem sol nem madrugada, sem ti não há amor, a vida não tem cor..."
 e dá-lhe...
"Criança que fui e homem que sou e nada mudou..."

Estas são muita lindas!

Uma boa parte da canção foi cantada, em jeito de serenata, para a mulher, Diana, que o ouviu, quase inanimada.

A Rute estava completamente possuída por ter encontrado partener. Alguém com quem trautear umas músicas populares....

- É pá Fernando, ninguém diria. És um espectáculo. Há lá melhor para dançar um slow num baile de verão?
Esta gente é muito urbana.

Entusiasmado e indiferente à frente anti-Tony, o Fernando levanta-se e vai buscar o CD ao carro.

As restantes fémeas escangalham-se a rir e o Nuno fica boquiaberto.

Seguiu-se uma hora de show daqueles dois malucos, a cantarem e coreografarem os êxitos do homem que mais ânimo dá aos verões portugueses.

Os miúdos, em simultâneo, continuavam a cantar o baila p'ra mim.....




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Das produções ousadas

À conta do facebook, descobrem-se pessoas, trabalhos, criações interessantes.

Numa partilha facebookiana, dou de caras com isto....


Fui investigar a origem da criação, que pôs tão a nú a manequim e em lugar tão submisso o cantor.

Victor Skerebneski, fotógrafo de renome, nascido em Chicago em 1929, fotografou o Casal Iman e Bowie, em 1991.

As fotografias de Skerebneski que descobri são bem mais ousadas que esta.

Recordei-me de um dia destes falar com um fotógrafo português sobre o tabu do "nú" e sobre como lá fora as inibições são muito menores, os profissionais que fotografam nús são mais respeitados, os nús artísticos não são só capas de revistas masculinas e por aí fora.

Compreendo o desabafo do artista e confirmo a ousadia de Skerebneski.

Deixo-vos aqui uma fotografia de que gostei particularmente.



Parece tirada ainda agora, mas não, data de 1967.

É curioso observar as marcas dos anos em personalidades públicas, bem como o é associar a imagem acima à da actriz Vanessa Redgrave.



A beleza de um corpo é por certo diferente com o avançar da idade, tanto que não proliferam por aí nús de famosos acima dos cinquenta, mas a elegância e requinte, em certas pessoas, parecem não ter tempo, prazo ou validade.