Brilho

Sempre à espera que os seus dias brilhem!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A Miúda "Vista Alegre"

Tem pouco mais de trinta anos, um alma bondosa e postura nobre.
É uma miúda deveras inspiradora.
Tão distinta, que lhe basta pôr um casaco assertoado, uns brincos discretos, risco nos lindos olhos castanhos, rímel nas pestanas, um batom claro nos lábios e fica imediatamente impecável.
Calma, muito delicada e gentil para o próximo, é mulher de valores e senhora de gestos muito especiais. Tê-la como amiga é um bálsamo.
No outro dia, estava a trabalhar, quando recebo uma mensagem dela pelo whatsaap:
- Luísa, encontrei o serviço de jantar Vista Alegre dos meus sonhos, no OLX.
E mandou-me uma imagem com a baixela e respetivos valores.

Lindo!

- Muito bonito, de facto - Respondo-lhe.
- Está super barato, como podes ver. Isto é uma pechincha. Também inclui faqueiro e serviço de copos. E nada foi utilizado. Tenho de o comprar. É pá, tem mesmo de ser - Escreve, entusiasmada.
- Mas há um pequeno pormenor Luísa. O vendedor é do Porto - Continuou ela a teclar.
- Do Porto Clara? - Pergunto-lhe apreensiva.
E em simultâneo, desato a rir-me para o computador, a imaginar a Luísa a vir com um atrelado do Norte, para transportar tanto material.
- Só mesmo tu miúda.
- Já falei com o meu pai e vamos os dois amanhã ao Porto. Ai que excitação. O meu serviço de sonho, o meu faqueiro, os meus copos de cristal.
- Então, mas amanhã é dia de trabalho. Vais tirar férias? - Pergunto-lhe, admirada.
- Férias? Não! Saio amanhã um pouco mais cedo, pelas quatro e meia da tarde.
- Mas voltam no dia a seguir? Dormem lá?
- Nada disso Luísa! Volto na mesma noite.
Pensei cá para os meus botões que a miúda só podia estar mesmo muito entusiasmada com as loiças dos sonhos. Então, o que te cabe a ti fazer Luísa? Apoiar, apoiar, apoiar. Como se estivesses num jogo de futebol, a torcer pelo sucesso do teu jogador de eleição...
Hummm....mau exemplo mulher! Deves estar esquecida que não és dada aos futebóis.
Torcer por esta viagem, pelo sucesso desta compra Low Cost, como se torcesses pelo reencontro de um grande amor. Assim já funciona melhor, ou não fosses tu consumidora compulsiva de comédias românticas.
A minha Clara é mesmo doidona. Tem uma energia!
Só de pensar na agitação que vai ser o dia dela já fico cansada (esta minha naturalidade alentejana sempre a manifestar-se!).
Sou muito amiga dela, mas cá nestas coisas dos improvisos não somos nada parecidas. Para investir em tamanha aventura (sim, isto para mim seria uma aventura, ao género das que os gaiatos leem nos "Cinco". Alto!Enxerga-te que a miudagem já não lê esses livros, como há trinta anos atrás) esta quarentona tinha de tirar dois dias de férias, com o fim de semana de permeio. E mesmo assim ia suar.
E quando concluo este rol de pensamentos solto uma gargalhada. Caramba, as pessoas são mesmo muito diferentes. E isso tem tanta graça.
Mas isto da ida ao Porto é mesmo da Clara. Tem queda pela cidade, só pode.
No ano passado foi ao Coliseu de Lisboa ver um concerto de um fulano XPTO lá das músicas que ela adora. Passou-se, adorou o concerto. Veio ainda mais fã do homem. No dia seguinte de manhã liga-me a dizer que à noite ia ali até à Invicta, num pulinho, ver novamente o bendito concerto. E voltou na manhã seguinte, fresca e fofa para trabalhar.
As histórias da Clara são sempre originais.
E cá está. Nova mensagem.
- É pá Luísa! Mas tenho medo. E se o senhor com quem nos vamos encontrar nos fizer mal? - Escreve-me ligeiramente ( mas mesmo ligeiramente assustada).
- Não te preocupes - Digo-lhe eu, armada em valente, euzinha que no caso dela já devia andar a contorcer-me com cólicas de tanta "cagunfa".
O senhor teu pai defende-te. E descansa, que uma pessoa que vende um Serviço Vista Alegre no OLX não me parece ter grande propensão para o crime.
- Goza, goza. Olha que há facas robustas no faqueiro - Responde-me com smiles que choram a rir.
Eu do lado de cá rio-me alto. E o vizinho do lado cá do escritório olha-me, com curiosidade.
Eu até percebo esta miúda, a Miúda Vista Alegre. Porque afinal, eu sou daquelas cujas mãezinhas lhes foi fazendo enxoval. E a minha, mestra em bom gosto, sempre me alertou para a importância de uma mesa bem posta, quando se recebe alguém em casa. Dizia ela que eu precisaria, para os meus jantares requintados. Eh eh! Super requintados, diria! Com ela era sempre tudo elevado ao expoente máximo!

Só não me esqueço, se andar com a imagem atrás!!!

Era fácil transportar-me para aquele ambiente de que ela me falava, rodeada de amigos e familiares, numa mesa impecavelmente posta com o que com tanto carinho comprávamos, com total apoio do progenitor pai, a esta bela marca nacional.
Sempre a compreendi quando me dizia que seria intemporal. Ainda mais comprado com ela. Eu tinha a certeza que nunca estaria desatualizado.
Teria de funcionar na minha futura casa. E foi meticulosamente guardado no sótão durante uns aninhos, por papai, até me mudar. E funcionou, passados dez anos. Passados vinte continua a funcionar. Em ocasiões especiais, em almoços e jantares mais triviais.
E o bem que me sabe beber um belo vinho num copo de cristal.
Quando o serviço é levado à mesa, parece que a oiço falar.
Por isso não posso deixar de me encantar com a aventura da Clara. Há uma parte do meu passado que sinto que também lá está. Memórias doces. Se eu tive alguém que tão carinhosa e generosamente pensou como embelezar as minhas refeições futuras, eu quero que a Clara sinta o entusiasmo que eu sentia quando escolhíamos as loiças, ou quando estou a sentar-me à mesa com o que vou tirando do louceiro.
São pratos, são copos, são talheres? Não! São muito mais. Nunca disse isto à Luísa, mas há sintonias que não precisam de ser explicadas. Basta aproveitar.
E lá foi ela feliz e contente até ao Porto.
Quando lá chegou enviou-me uma mensagem, que reportava que o vendedor era de boa índole.
E claro, houve lugar a mais risada virtual.
Voltou com o carro carregado para baixo. E vinha feliz da vida, porque ainda estava tudo nas embalagens originais.

Toca a acelerar!

A Clara parecia ter descoberto um tesouro perdido. É demais.
Mandou-me fotos dos inúmeros caixotes que agora tem em casa para arrumar.
- Ó Luísa, estive para aqui a pensar, enquanto olhava para as caixas. Vou precisar de um louceiro para acondicionar tanto material - Disse, em jeito de graça.
- Nem quero pensar onde o irás buscar. Espero que seja em Portugal Continental..
E ao telefone, desatámos as duas a rir, para não variar.






quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O Máximo



A Rainha Máxima da Holanda, está "O Máximo" na visita oficial a Portugal.


Nada falha.


O chapéu e o modo como o penteado se adequa à forma como é usado,


a discrição dos tons pastel que enverga,


os acessórios.


É muita elegância.







terça-feira, 3 de outubro de 2017

FAZER FUROR....VER: MAX MARA





Como deixar passar a magnífica coleção da Max Mara Inverno 2017/2018...como?


Impossível! Está repleta de pormenores, e é expressão das grandes tendências que temos de ter debaixo de olho, quando vier aquele friozinho de rachar.


Bem sei que ainda não é o caso, que ainda anda p'raí povo de sandalinha a querer que o Verão não se vá.


Mas vamos lá ver as modas.


VELUDOS (começo a reponderar a minha decisão quanto aos veludos no armário)




















PREDOMINÂNCIA DOS VERMELHOS (repondero vivamente o vermelho integral)


PÊLOS (grandes casacões de pêlo não são bem a minha praia...sinto-me muito enchouriçada, mas não dizia que não a qualquer um destes modelos. Estou rendida.)


DOURADOS (sempre adorei. Estamos lá!)








TRANSPARÊNCIAS ( com cuidado, muito cuidado)












SPORTY CHIC (a implementar com cautela. Já começou com ténis no trabalho! eh eh)






Esta coleção é a mais pura expressão da mulher clássica, mas atual, elegante e simultaneamente sensual.


Deixo-vos o link para o  Desfile Max Mara Inverno 2017/2018 que vale a pena ver, na sua versão integral.


Depois digam-me o que acham.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Generosamente This is us


Nesta quinta feira que passou começou na Fox Life, às vinte e duas e vinte, a segunda temporada da minha série de eleição, aliás, da minha série do coração.

Esta história agarrou-me desde o início por tratar de amor, em contexto familiar, de forma muito real, com todas as suas nuances. É muito fácil identificarmo-nos com qualquer uma das personagens.

Todos nós já  passámos por uma ou outra situação de vida pela qual estão a passar.



E tudo começou, na primeira temporada, com um casal jovem, muito apaixonado, à espera de trigémeos.

A mãe dá à luz dois gémeos, menino e menina, mas um dos bebés falece no parto. E nesse exato dia, um recém-nascido é abandonado pelo pai e deixado na mesma maternidade.

Os três são colocados lado a lado no berçário. Dois bebés brancos e um bebé negro.

Não substituindo o filho que haviam perdido, esta criança estava ali, desprotegida, sem pais para a levarem para casa, sem um Lar...

E o destino encarrega-se de a colocar no caminho desta família. Uma bênção de Deus, trazendo-lhes vida, quando acabavam de sentir a morte chegar.

 

Nos primeiros episódios somos transferidos para as vidas adultas tão distintas de cada um destes irmãos.

Os flash backs vão-se sucedendo e acompanhamos vários momentos, com grande intensidade dramática, da vida dos pais. As dificuldades em chegarem aos filhos de forma igual, o empenho em fazê-los sentirem-se especiais...

As escolhas das escolas, a perceção das suas diferenças e das suas necessidades particulares.

E a paixão entre os dois, o carinho, sempre lá. O caminhar juntos, sempre com um mesmo propósito comum ....

As histórias dos três irmãos vão-se  desenrolando.

A menina que luta desde cedo contra a obesidade e se sente diferente das outras raparigas, em várias circunstâncias e ocasiões, e por isso menos válida...

Decide por fim, já adulta, numa última e desesperada tentativa, fazer um programa de emagrecimento num grupo de autoajuda, onde conhece o seu grande amor. Então percebe que quem ama, ama sob qualquer condição física, ama a alma, ama o coração.

O irmão giraço que se sente sempre menos importante e por isso é um eterno inconformado. Quer muito ser ator, mas não acredita nas suas capacidades. Vai saltando, de flirt em flirt, mas tem saudades de amar.

O perfecionista, o batalhador, que acolhido naquela família, embora muito amado, sente necessidade de conhecer a razão da diferença da sua cor de pele, o que o faz procurar a família de origem. 

Já adulto, casado e pai de duas meninas, procura o pai e reencontra-o a padecer de uma doença terminal. Acolhe-o na sua casa e apesar das barreiras que o tempo e a distância impôs aos dois, conseguem usufruir da melhor forma, da companhia um do outro.

Com ele percebe que a vida acontece fora do trabalho e que não a pode deixar escapar. E para satisfazer uma das últimas vontades deste pai que sempre o quis recuperar, mas foi afastado, embarcam numa derradeira viagem em que aquele, ex-músico boémio, lhe dá a conhecer a sua querida Memphis e os encantos da descontração.

E muito tinham eles a recuperar. A entrega dos dois é linda. Conhecem-se tão bem, quase tanto como se tivessem vivido toda a vida juntos. E as marcas que este homem lhe deixa para a vida são indeléveis.

E assim, não é tão bom passar meia hora de puro "mel" no sofá lá de casa?

Ontem, no regresso da série, estava, assim como muitos amigos,  ansiosa ao pé do ecrã da televisão, pela chegada da segunda temporada. Às vinte e duas e vinte desligaram-se as redes sociais. Parou tudo. Foi o momento This is us!

O regresso veio carregado de alegrias, contratempos, sucessos, desilusões, novos desafios para estas personagens. Que turbilhão de emoções! 

Bastam boas histórias de gente comum para nos agarrar.

E houve choradeira, porque as atitudes e gestos das personagens nesta história enternecem, pela sua generosidade.

É isso, esta série é generosa. E fala de compreensão, de perdão, de perda, de aceitação.

A mim, parece-me que no fim de cada episódio, à semelhança do final de um conto que se lê aos filhos, ao deitar,  há sempre uma moral da história, há sempre uma aprendizagem.

É isso que me faz continuar a acompanhar estas histórias de vida peculiares.

Acho que há por aí muitos lugares reservados às quintas feiras à noite, no sofá!



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Segunda-feira! Toca a acordar



Vou esquecer que ele hoje ficou a dormir (é dia de folga), e como foi difícil acordar às seis e trinta da manhã.
Depois do serão em família a ver o "The Voice" foi difícil sossegar os miúdos. Aos Domingos nunca se dorme grande coisa lá por casa.
A pilha de papéis que tenho em cima da secretária é imensa e a semana vai dar-me muito trabalho.
Mas a Margarida e o Afonso estão felizes no colégio. Parecem estar a adaptar-se.
O meu coração descansa.
Caramba, como é possível? Já fiz mais de metade do caminho para a empresa e não me lembro como cheguei até aqui. Terrível, este modo "piloto automático".
Valha-me o café que me espera antes de entrar na sala.
Logo à tarde o João vai buscá-los, portanto está tudo alinhavado.
Falta-me só fazer umas compras no supermercado, uns leites, iogurtes, queijo e fiambre para os lanches da semana.
Ainda passo na clínica para levantar os exames.
Não me posso esquecer de remarcar com a professora da Margarida, para 4ª ou 5ª feira à tarde.
Tenho de ligar ao João para não se esquecer da inscrição do Afonso na natação.
Estou outra vez emaranhada no meu turbilhão de pensamentos e na lista crescente de coisas para fazer quando o telemóvel toca.
- Sim, Lara, estou a caminho.
Não, não te vou deixar pendurada. Pede já um café curto para mim. Dois minutinhos e estou ao pé de ti.
Páro o carro, tiro as chaves da ignição e corro para a esplanada.
- Bom dia! Segunda-feira. É preciso ter fé. Cheguei sã e salva, vês? E atiro-me para a mesa, com a trouxa toda.


Verniz Bourjois n.º 12
Rouge Obscure


- Vens toda boneca. Como foi o fim-de-semana?
- Ui! trabalhoso. Mas no sábado ainda deu para irmos despedir-nos da praia.
- Desculpa, mas vais ter de me contar tudo sobre essas peças lindas que trazes no pulso, já! Como é que esta mulher consegue? Com dois índios lá por casa? Pergunta a boa da Lara, espevitada. Com ela tudo dá vontade de rir.
Respondo-lhe, também já perdida de riso:
- Ó filha, se soubesses. Dá para isto e para muito mais...
Mas ok., passo a descrever. As pulseiras Parfois foram trazidas de casa de mamãe no fim-de-semana, juntamente com os taparwares de bacalhau à brás.
O lencinho com nó é igualmente Parfois, oferta a mim mesma, da nova coleção. Baratinho. Giro não é?


Tudinho Parfois


- E que verniz é esse? Juro que um dia ainda hei-de ter umas unhas como as tuas. Hei-de esgotar o stock de verniz "casco de cavalo".
- Ó miúda, só tu! Já te dou umas dicas, daqui a mais um bocado. Mas o que achas de entretanto irmos até ali trabalhar?
E digo-lhe, a gozar:
- Estas miúdas de trinta anos... Não sabem o que está a dar! Tem de vir uma quarentona para as ensinar. Vá, põe-te a andar. À minha frente!











sexta-feira, 22 de setembro de 2017

AMO DESCOBRIR NOVOS SABORES



Fim de tarde de Domingo.


Parei num desses canais com programas de culinária, que devoro com bastante prazer.


E lá estava Florença em plano de fundo. E talvez por lá ter estado há bem pouco tempo, fiquei embevecida.


Uma aula de culinária, sobre comida toscana. Vamos lá. Toca a ir buscar o bloco de notas.


Giada de Laurentiis cozinhava então cogumelos, com nozes, numa frigideira crepitante. Adicionou rúcula ao prato, o que me pareceu bastante louvável e salutar (eh eh).


Nesta altura já eu me imaginava a degustar o pitéu..


A seguir passa para o que diz ser um dos frequentes pequenos almoços da região.


E estragou tudo....


Oh meu Deus, Nosso Senhor...


Azeite na frigideira, e fatias de pão a tostar, polvilhadas com algum açucar.


Simples não é?


A seguir, depois de remover as ditas cujas para um prato, toca de as barrar com ricotta.


E por cima, colocou-lhes um belo festim de frutos vermelhos, sobre o qual lançou um fiozinho de mel e uns grãos de sal marinho.


E a coisa ficou assim...






Lindo não é ?


Vamos experimentar!

Apetece



O Outono já está aí.


Regressaram as noites frias. Regressaram os cedo entardeceres.


Já apetece ir para a Baixa comer castanhas assadas. Já apetece um chocolate quente.


Já apetece ver aquelas séries, que regressam de férias, ininterruptamente.


Apetece ler um bom livro, coberta por uma manta quente e colorida....


Apetece viver o início da estação.


Apetecem comidinhas caseiras, apuradas, feitas com amor.


Apetece abandonar as saladinhas de verão e retornar às sopas suculentas.


Apetece ir buscar os casacos mais aconchegantes ao armário onde as roupas de inverno foram guardadas e pareciam esquecidas...


Mas não apetece nada fazer a transição.


Toca a guardar os tops, as mini-saias, as chinelas, os bikinis, as toalhas de praia.


E dá entrada no closet roupa mais encorpada!


Fui espreitar umas novidades para este Outono/Inverno e agradaram-me umas pecitas que a Beckham (Vitória) desenhou. A miúda leva jeito.


Aqui ficam, em jeito de inspiração...



Vitória Beckham
Ready to Wear
Fall/Winter 2017/2018