Brilho

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A amarração

Desde pequenos que o fazemos.

Se as coisas não nos correm como queremos, não vamos de modas e amarramos o burro.


Fiquei giro!
 E qual é o problema? Amarrar o burro é uma coisa orgânica, é um tem que ser.

Se não durar muito tempo, não incomodar muita gente e for feito com preceito, de preferência em local isolado, é um excelente remédio que sai a custo zero. Nem é preciso recorrer a genéricos.

Há pessoas mais ou menos expressivas a amarrar o burro.

Há caras que simplesmente não ser aguentam.

De algemas.....talvez seja compreensível!

Se a um miúdo se tolera um amarranço de uma hora, a um graúdo está quase legalmente estipulada a tolerância zero.

Não me dão o IPhone!

Por isso, é preciso dominar a arte do amarranço.

A mestria na amarração consiste em dominar o timing da sua duração, bem como a expressão facial a utilizar, uma vez que a desamarração poderá ter que ocorrer a qualquer momento quando o burro é amarrado em público, em frente a um familiar, namorado, marido, filho ou patrão.

Não devemos desistir desta arte centenária. Devemos preservá-la, bem como equacionar ministrar workshops para atingir a perfeição.

Amuar, ficar com a neura, é vital.

O corpo pode sentir-se caso não amuemos. Prendem-se músculos, dão-se graves tendinites. Por isso, o melhor é soltar o corpo e deixá-lo tomar conta de nós por pequenos momentos.

A Manuela Azevedo, dos Clã, na companhia de Fernanda Takai cantam muito bem este amarrar de burro, este amuo, esta neurite aguda, como diz uma amiga.

Sabe bem, como dizem, recuar um passo, para depois dar dois em frente.

Amuar faz bem
Também amuava assim, com sobrancelhas de lantejoulas, em grande style, pestanonas compridas, muito eyliner e pele de gueixa....não está nada mal.

O sentimento que subjaz à neurite e à amarração não é bem o de tristeza.

 É uma raivazinha latente, que exige um recolhimento em termos espaciais.

Quando não é possível fazer este retiro, congela-se a expressão facial, como se mil agulhas com botox nos invadissem.

A ausência de expressão é mil vezes mais libertadora que o famoso beicinho, já fora de moda.

Enfim, há um território vasto por desbravar nesta área.

Não te envergonhes de amuar! Pelos vistos, até os bichinhos gostam.....

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